Diversificação nos Investimentos: entenda sua importância!

por Pedro Leite
11 de Setembro de 2019, 17:16 h | por Pedro Leite
Investimento
Muito se fala sobre diversificação de investimentos. Mas você sabe a real importância de diversificar a sua carteira? Neste artigo, nosso planejador Pedro Leite explica na prática porque a diversificação é essencial para minimizar os riscos e maximizar os retornos. Confira!

 

Para entender a importância de diversificar sua carteira, temos que, em primeiro lugar, conhecer alguns conceitos de estatística que são usados para mensurar o risco dos investimentos e ajudar a esclarecer essa diversificação. 

Em finanças,  a variância e o desvio padrão de retornos esperados são medidas comuns de mensurar o risco de um investimento e a dispersão dos retornos de um ativo.

Estas duas medidas determinam quanto o retorno de um fundo pode se distanciar do seu retorno médio. Desta forma, são excelentes ferramentas para analisar o risco de um ativo. Em outras palavras, elas demonstram quando um ativo está “balançando” ou oscilando.

O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e, quanto maior ele for, maior será a dispersão de dados (maior a volatilidade).  Ou seja, quanto maior o desvio padrão, mais os dados irão variar da sua média, ou seja, serão mais dispersos.

Por outro lado, quanto mais próximo de zero um desvio padrão estiver, mais os dados analisados se apresentarão de forma uniforme, ou seja, com uma menor variação (menor volatilidade).

O risco no mercado financeiro, quando mencionado no sentido de uma variável quantitativa da carteira de investimentos, é representado pelo desvio padrão, ou seja a volatilidade da carteira.

De forma prática, se uma carteira tem um retorno médio histórico de 7% ao ano com desvio padrão de 3%, então em situações normais, espera-se que ela possa variar entre 4% e 10% ao final de um ano, mantendo o retorno de 7%, em média, a longo prazo. Se ela tivesse retorno médio de 10% ao ano e 12% de volatilidade, seria razoável esperar uma rentabilidade entre -2,0% e 22,0% ao ano, com retorno médio de 10% a longo prazo.

Agora que já entendemos como essa medida de risco é calculada, vamos falar propriamente de diversificação. Em sua essência, diversificar é maximizar o retorno da carteira, reduzindo seu risco ao longo do tempo.  Como isso é feito?

Muito se fala em “não colocar todos os ovos em uma cesta só”, para defender a não concentração dos investimentos em poucos ativos. Essa frase é importante, contudo, mais importante do que separar os ovos é selecionar cestas de confiança. Na tentativa de diversificar, alguns investidores cometem o erro de comprar ativos que não conhecem ou que não estejam alinhados ao seu perfil com o intuito de diversificar. Para que seja realizada da forma correta, essa ação deve ser feita com bons ativos e  alinhada ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos, é claro.

Outro conceito que as pessoas confundem com diversificação é a pulverização. Posso ter uma carteira com 5 ativos muito bem diversificada e, por outro lado, uma carteira com 100 ativos selecionados da forma incorreta. “Espalhar” ou “pulverizar” os investimentos  em vários lugares é diferente do conceito que aprenderemos abaixo.

A diversificação de uma carteira é feita de forma que, ativos com riscos diferentes, quando combinados, tendem a anular seus riscos e reduzem a volatilidade total da carteira. 

A solução para reduzir o risco de uma carteira de investimentos não é somente selecionar um ativo, mas, sim, construir de uma carteira com vários ativos que, através de suas volatilidades, possam compensar e reduzir o risco total da carteira. Ou seja, a chave para a diversificação está na correlação dos ativos e na maneira como se movem, um em relação ao outro.

O grande segredo da diversificação é encontrar ativos que estejam sincronizados no momento em que se compensarem, ou seja, quando o ativo A cresce o ativo B cai.

Isso quer dizer que os ativos estão inversamente correlacionados. O coeficiente de correlação sempre será um valor entre [-1 e 1].

Na imagem abaixo podemos verificar que uma carteira com o Ativo VERMELHO combinada com o ativo VERDE tem uma eficiência maior do que somente um dos ativos separadamente, pois mantêm a sua inclinação (rentabilidade) e reduz a sua volatilidade.

 

 

Tudo bem, na teoria é bonito. Mas como fazer isso na prática?

Uma vez que não existem ativos com essa correlação inversa máxima como na imagem acima. 

Um exemplo clássico de índices, quando um sobe o outro cai, é o índice IBovespa e o Dólar Americano. Trouxemos abaixo uma carteira diversificada, utilizando índices que possuem um bom nível de correlação inversa e, que, quando combinados, têm um desempenho superior quando vistos de forma única.

 

No caso acima, podemos conferir que o IBovespa, quando alocado de forma conjunta com o S&P, índice de uma das Bolsas americanas, e, obviamente, em dólar, tem um desempenho superior que quando visto analisado de forma isolada.

Como complemento, abaixo temos um evento da junção de alguns ativos que, quando alocados de forma conjunta (carteira diversificada), têm um desempenho superior e principalmente uma volatilidade inferior, que quando vistos de formas isoladas. 

 

Por fim, como ajustar minha carteira dessa forma? 

Dentro do seu planejamento financeiro, de acordo com os objetivos dos seus investimentos e dentro do risco que você está disposto a correr, busque sempre organizar a sua carteira de forma que não fique concentrada em poucos ativos, e que eles se comportem com a maior correlação negativa que conseguir.

Quer entender mais sobre como diversificar sua carteira? Fale com o Pedro Leite (pedro.leite@rioclaro.com.br), vou te ensinar a reduzir o risco e maximizar os seus retornos. 

Dica final!

O assunto abordado nesse artigo é importante para quem já desenvolveu um certo nível de complexidade em seu portfólio. Para quem está começando a acumular patrimônio agora, foque em construir sua reserva de emergência. No início dos investimentos, não é necessário se preocupar com diversificação.

Acompanhe nossos artigos e aprenda ainda mais com a Rio Claro.

Você sabe como funciona uma Gestora de Investimentos?

Conheça os processos da Rio Claro Investimentos, a primeira Gestora de Investimentos Independente de Brasília.

Notícias Econômicas da Semana: 02 de outubro, 2019

Atualizações do Brexit, processo de impeachment do Trump, cortes na taxa de juros no Brasil, Bolsonaro e a MP da liberdade econômica e muito mais! Atualiza-se com a Rio Claro. 

Notícias Econômicas da Semana: 18 de setembro, 2019

No mundo: reviravolta do Brexit, cortes nas taxas de juros na Europa, ataques na Arábia Saudita. No Brasil: reforma da Previdência e Tributária e demissão do secretário da Receita. Atualize-se com a Rio Claro!

O que significa ser uma gestora de investimentos independente?

Conheça a diferença entre o mercado financeiro tradicional e o modelo inovador da Rio Claro Investimentos.