Finança Comportamental - O que é?

por Pedro Leite
10 de Junho de 2020, 13:00 h | por Pedro Leite
FinançasAtualidades
Um conteúdo que vem se tornando cada vez mais relevante no mundo acadêmico financeiro, que vem ganhando espaço em discussões e estudos nas grandes academias do pensamento econômico mundial, são as finanças comportamentais (behavioral finance). Consiste em uma ramificação das finanças modernas que defende que os agentes decisórios são dotados de racionalidade limitada. Com isso, impactando suas decisões financeiras pelas emoções e não 100% por fatores técnicos e fundamentados. 

Um conteúdo que vem se tornando cada vez mais relevante no mundo acadêmico financeiro, que vem ganhando espaço em discussões e estudos nas grandes academias do pensamento econômico mundial, são as finanças comportamentais (behavioral finance). Consiste em uma ramificação das finanças modernas que defende que os agentes decisórios são dotados de racionalidade limitada. Com isso, impactando suas decisões financeiras pelas emoções e não 100% por fatores técnicos e fundamentados. 
A concepção tradicional de finanças usa como premissas que os investidores possuem três características principais:

  1. São avessos a riscos:  investidores sempre se preocupam em minimizar risco e maximizar o retorno esperado em seus investimentos.
  2. Expectativas racionais: as análises e projeções do investidor refletem toda a informação relevante disponível para a tomada de decisão.
  3. Integração dos seus investimentos: o investidor avalia todos os seus investimentos como um todo. Faz uma consolidação do seu portfólio e conhece a teoria moderna de carteiras.

Em contraponto a concepção de finanças tradicionais, usada durante todo o período histórico até então, surge a escola de finanças comportamentais. A escola de finanças comportamentais considera que os investidores não agem sempre de forma inteiramente racional e, por isso, cometem erros sistemáticos. 
Daniel Kahneman e Amos Tversky foram os pesquisadores que podem ser considerados os principais precursores das Finanças Comportamentais. Baseados em procedimentos que podem ser considerados rudimentares, em termos científicos, fizeram experimentos com alunos para tentar averiguar se os conceitos das Finanças Modernas poderiam ser sempre verificados. 
Conforme os resultados expressos em artigos científicos publicados nos anos 1970, os pesquisadores identificaram que os estudantes analisados, assim que descobriam que tinham feito uma análise minimamente suficiente, buscavam agilizar o processo decisório, simplificando as tomadas de decisão. Identificou-se então que as pessoas buscavam facilitar e acelerar o processo decisório através de gatilhos mentais, ou regras de bolso, mesmo sem se dispor de todas as informações necessárias para se certificar que a decisão tomada é a correta.
Os Estudos dessa dupla de psicólogos israelenses chegou a ser premiado com o prêmio Nobel de Economia em 2002, concedido a Kahneman somente pois Tversky já havia falecido. 
As finanças comportamentais assumem três novos princípios para os investidores:

Investir é uma atividade complexa e que requer muita atenção, uma vez que sua saúde financeira é tão importante quanto sua saúde física. Quando usamos vieses comportamentais e emoções para simplificar essas decisões as consequências não são positivas para o atingimento dos nossos objetivos financeiros.
No próximo texto da série de finanças comportamentais iremos detalhar uma série desses vieses comportamentais e orientar a como identificá-los em sua rotina e quais as possíveis consequências de cada um em suas decisões financeiras.

Barberis and Thaler, 2003 N. Barberis, R. ThalerA survey of behavioral finance
G. Constantinides, M. Harris, R. Stulz (Eds.), Handbook of the Economics of Finance, North-Holland, Amsterdam (2003)

Gilovich, T;  Griffin, D;  Kahneman, D .Heuristics and Biases: The Psychology of Intuitive Judgment. Cambridge : Cambridge University Press, 2002.

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