Notícias da Semana: 24 maio 2019

por Gabriel Santos Viana
24 de Maio de 2019, 17:51 h | por Gabriel Santos Viana
Atualidades
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No cenário internacional, as duas grandes pautas da semana foram as constantes: Brexit e Trade War. No Brexit a semana anterior encerrou com a baixa do líder da oposição, Corbyn, anunciando o fim das negociações com os conservadores e hoje (24) a premiê Theresa May anunciou que renunciará ao cargo devido ao insucesso nas negociações. Com sua saída, aumentam-se as chances da retirada total do Reino Unido da EU, sem acordo (hard Brexit). Ao mesmo tempo, abre-se a possibilidade de que um novo premiê consiga por fim às incertezas quanto à medida, o que pode gerar uma boa reação do mercado.

A guerra tarifária entre EUA e o China continua a escalar e agora parece abrir novas frentes com a promulgação da ordem executiva pelo presidente Trump. A promulgação proibe negócios de grupos americanos com empresas classificadas como possíveis ameaças para a segurança norte-americana, sendo a maior delas a Huawei, do setor de telecomunicações e principal companhia por trás do 5G.

A Google anunciou na segunda (20) o corte de relações com a gigante chinesa, que utiliza open source do Android, sistema operacional desenvolvido pela companhia americana. Esses conflitos influenciaram na queda das principais bolsas globais (caíram mais de 1% ontem (23)), com o temor de que a guerra tarifária evolua para uma espécie de “guerra fria tecnológica”.

Depois de um mês de Abril em alta, com 6% a 7% de alta, devido majoritariamente a fatores geopolíticos, o petróleo caiu acentuadamente nessa semana, registrando a maior baixa diária na última quinta e semanal em 6 meses. A guerra comercial discutida acima prevê uma redução de demanda pelo produto, enquanto os estoques americanos continuam a aumentar, gerando um desequilíbrio maior ainda entre oferta e demanda, derrubando o preço da commodity.

Destaques dessa semana, as empresas Natura e Magazine Luiza concluíram grandes aquisições. A primeira fechou acordo para aquisição da americana Avon, resultando na máxima histórica dos papeis da empresa brasileira- que chegaram a subir 9,4% na última quarta (22) comercializados a R$61,50. O Cade aprovou a compra da Netshoes pela Magazine Luiza, o que resultou numa grande valorização das ações da Netshoes, que apresentaram alta de 41,33% na bolsa de NY.

No cenário macroeconômico nacional, o país registrou uma boa alta na criação de vagas formais no último mês, 129,6 mil vagas- segundo o Caged - maior criação nesse mês desde 2013. Outra boa notícia foi a aprovação pela CCJ, nessa quarta (22), da PEC da reforma tributária encampada por parlamentares. A reforma substitui em 10 anos, os cinco impostos incidentes sobre consumo (ICMS, PIS/Cofins, ISS e IPI) em um imposto único com alíquota na casa dos 20%, batizado de IBS (Imposto sobre bens e serviços). Isso resulta em uma simplificação tributária sem diminuir a arrecadação necessária nesse período fiscal delicado.

Também nessa manhã (24), o IPCA-15 foi divulgado pelo IBGE uma estabilização do preço dos alimentos, o que indica uma retração na alta da inflação registrada no último mês de abril, pressionada justamente pela alta no preço dos alimentos. Nessa semana registrou-se a maior alta do dólar frente ao real desde setembro do ano passado, com a moeda americana chegando a R$4,1230, levando o Banco Central a realizar leilões de linha (venda da moeda americana das reservas internacionais com obrigatoriedade de recompra) em total de U$$3,75 bilhões, para aumentar a oferta da moeda no mercado e assim, abaixar seu preço.

As tensões entre parlamento e governo implicaram em cenários mistos nessa semana. Por um lado, houve a aprovação da MP das aéreas no último dia antes que caducasse, que ampliou a possibilidade de capital estrangeiro de 20% para 100% em empresas aéras no país. Além disso, a MP revoga a cobrança por despacho de bagagens em voos nacionais. Também foi aprovada na câmara a MP 870 que permite a rearticulação da esplanada, de 29 para 22 ministérios. A medida tinha que ser aprovada até 3 de Junho. Em compensação, houve uma derrota do executivo nessa mesma MP com o retorno do COAF para o ministério da economia, saindo do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil.

Por fim, registrou-se uma tensão, com a declaração do ministro Paulo Guedes que afirmou que sairia do governo caso a reforma da Previdência virasse uma “reforminha”, segundo o próprio. Tal declaração pode ser encarada com certo ceticismo, uma vez que não é a primeira do tipo, e pode ser entendida como uma forma de pressionar mais pelo andamento da reforma. Ao mesmo tempo, tem-se certo receio dada importância da figura do ministro junto ao mercado.

Para a próxima semana aguarda-se a reação do governo e do parlamento às manifestações programadas para o próximo domingo (26), de que forma elas podem afetar a capacidade de articulação do governo e o andamento das reformas. No cenário internacional, a atenção ainda permanece nos conflitos entre EUA e China.


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