Notícias da Semana: 10 maio 2019

por Gabriel Santos Viana
10 de Maio de 2019, 20:18 h | por Gabriel Santos Viana
Atualidades
Conteúdo atualizado sobre as principais notícias econômicas do mundo! Essa semana passamos por China e Estados Unidos, Ações do segmento de tecnologia e reforma da Previdência. Se atualize com a Rio Claro!

A semana começou bastante agitada com o presidente Donald Trump anunciando novas imposições tarifárias sobre a China. Enquanto o mercado de forma geral apostava em um resolução positivo do conflito, o tweet no domingo anunciando a escalada de 10% para 25% nas tarifas aplicadas às importações chinesas sobre produtos avaliados em um total de U$200 bilhões, surpreendeu negativamente a todos. As bolsas reagiram mal, com o índice Shangai registrando sua maior queda desde 2016 . As novas tarifas foram confirmadas, com expectativa de retaliação por parte da China, o mercado global há de operar sob incertezas e possíveis baixas.

Outro grande assunto, foi o IPO do Uber nessa sexta, que operou em baixa de até 8,7% na bolsa de NY. Assim, índices atrelados à Ibovespa, ações de gigantes da tecnologia como Apple e Microsoft tendem a apresentar queda e o prolongamento dessa disputa há de afetar o crescimento global, com expectativas de afetá-lo em 0,5% em 2020. Para o Brasil, o momento foi bastante conveniente, com a ministra da agricultura Tereza Cristina viajando pela Ásia a fim de estreitar mais relações comerciais entre o continente e o Brasil. Com a retaliação da China caindo principalmente sobre produtos agrícolas americanos, há uma janela de oportunidade para se aumentar o fluxo comercial entre os dois países, já que a maior parte desse comércio se concentra sobre commodities. Ano passado mesmo, houve um aumento de 38% da exportação de soja nacional para os chineses.

No cenário nacional, o trâmite da reforma previdenciária continua a ser o foco do mercado. Com a aprovação atrasada na CCJ, alterações ocorridas já nessa comissão, que a princípio só verificaria se os aspectos apresentados na reforma são constitucionais, causa apreensão. A reforma é tida como fundamental não só para o ajuste das contas públicas, mas também como avaliação da capacidade do governo em conduzir outras reformas favoráveis, além de um teste da independência do ministério da Economia.

Os constantes atritos dentro do Palácio do Planalto, exemplificados nessa semana entre a ala olavista e a ala militar enfraquecem a imagem do governo e limitam sua atuação. As recentes derrotas da reforma ministerial, saída do COAF do ministério da Justiça e Segurança Pública do governo mostra esse problema de articulação. Contudo, a necessidade da reforma previdenciária vem sendo cada vez mais reconhecida pela população, com seis a cada dez brasileiros reconhecendo a sua necessidade e a urgência dessa para as contas públicas, mantém-se um clima de otimismo para sua aprovação no próximo semestre.

Acompanha-se de perto o desenrolar dessa reforma na comissão especial iniciada nessa semana. As expectativas para a próxima semana ficam em torno de incertezas. No cenário internacional, aguarda-se ver o nível da retaliação por parte da China sobre os EUA para avaliar o impacto disso. Provavelmente as bolsas devem cair assim quando essas forem anunciadas. No cenário nacional, os conflitos internos do governo são um indicativo da solidez e capacidade de articulação de sua reforma, e dada a repercussão desses nas últimas semanas, acredita-se que ocuparão um menor espaço nessa semana, com foco na tramitação da PEC da Previdência na Comissão Especial e na votação da MP 870 que trata da reforma ministerial.

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Vamos falar sobre dinheiro!

Em sua invenção, o dinheiro era um simples intermediador de trocas de mercadorias, foi uma ideia excelente e que facilitou muito a vida das pessoas. Com o passar dos séculos, transformou-se num valor próprio, gerando o gosto, em muitas pessoas, de acumulá-lo; isso com o intuito inicial de se precaver contra qualquer tipo de escassez ou adversidade futura.

Carta Mensal Rio Claro Investimentos - Junho 2020

O mês de junho foi marcado por um reajuste de expectativas em relação ao mês de maio. Enquanto o mês anterior foi de bastante entusiasmo, dada a reabertura gradual da economia europeia, indicações de que o pico da pandemia do coronavírus já teria passado nos EUA e o otimismo local propiciaram a percepção de uma maior aversão ao risco dos investidores globais no mês de junho. A crescente de casos em vários estados americanos, o anúncio de uma segunda onda de infecções em Pequim bem como o aumento do estresse na política local com a prisão de Fabrício Queiroz e o avanço dos inquéritos no STF contra o Planalto geraram mais estresse no mercado.

Carta Aberta - Transparência, sem comissões escondidas, sem metas de produtos, isso é a Rio Claro

Uma carta de nosso sócio fundador sobre os valores e práticas da Rio Claro Investimentos.

O que significa ser uma gestora de investimentos independente?

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