Notícias Econômicas da Semana: 14 de Agosto, 2019

por Gabriel Santos Viana
14 de Agosto de 2019, 17:05 h | por Gabriel Santos Viana
Atualidades
Tensão entre China e EUA escala. O que está acontecendo na Argentina!? Atualizações dos trâmites da Reforma da Previdência e Tributária. Se atualize com a Rio Claro!

Mundo

A tensão entre China e EUA escalou. Em resposta à tarifa de 10% imposta pelos EUA sobre US$ 300 bilhões de produtos chineses, acima dos já 25% sobre os US$ 250 bilhões remanescentes, a China respondeu ao permitir que sua moeda depreciasse a 7,0352 Yuans por dólar. Isso levou os EUA a declarar que a China estava utilizando sua moeda como forma de manipular o mercado. 

Apesar da Guerra Comercial gerar grande apreensão nos mercados, a declaração de Pequim de que a moeda não havia sido desvalorizada artificialmente, resultado das dinâmicas de mercado, amenizou as preocupações. Ontem, o presidente americano anunciou que as tarifas foram adiadas para meados de dezembro, o que resultou em uma alta da Dow Jones.

Porém, a grande notícia no cenário internacional para o Brasil foi a derrota nas primárias argentinas do presidente Macri, com 32,08% dos votos, e 47,65% para o candidato Alberto Fernandez. O resultado indica uma provável vitória da oposição já no 1° turno. 

A chapa de Fernández tem a ex-presidente e atual senadora, Cristina Kirchner, como vice, e o mercado é bastante receoso com sua volta devido ao grave cenário fiscal que foi deixado ao final de seu governo. O peso argentino chegou a desvalorizar 14.99% e a bolsa argentina caiu 37,93% ontem, quando os resultados foram divulgados. 

Também foi anunciado que o Brasil poderá recuar no acordo comercial com a União Europeia em uma provável derrota de Macri nas eleições gerais. 

Brasil

O IBGE divulgou na última quarta-feira (7), um leve crescimento no comércio (0,1%) de junho para maio, com um avanço nesse primeiro semestre de 0,6%. Houve retração de 0,1% no setor industrial e recuo de 0,6% no setor de serviços.

Esses resultados foram sumarizados posteriormente, com o Banco Central anunciando ontem (12) uma retração de PIB de 0,13% nesse último trimestre, a segunda queda seguida. Lembrando que a tendência é que ocorra outra queda no próximo trimestre, o que configuraria recessão tecnicamente. 

Assim, o mercado acompanha de perto os trâmites das reforma previdenciária e tributária. 

A primeira foi aprovada em segundo turno na Câmara na última quarta (7), com 370 votos a favor e 124 contra, sem aprovação de novos destaques. A expectativa é de aprovação no senado em dois turnos até o início de outubro, além da discussão de uma PEC paralela para inclusão dos estados e municípios, a ser tramitada após a aprovação do texto principal. 

A reforma agora será encaminhada para a CCJ do senado e segundo a presidente da comissão, Simone Tebet. Em um mês essa deverá ser aprovada e encaminhada para o relator da reforma no senado, Tasso Jereissati.

Já a segunda teve a sua versão do Planalto apresentada pela equipe econômica do governo ao congresso, juntando-se a outras versões como a do Câmara e a do Senado.

A ideia desses diferentes agentes é a formação de um consenso, especialmente no que tange à unificação de tributos e alterações nas faixas de isenções e alíquotas máximas do Imposto de Renda. A proposta do governo, contudo, traz o polêmico ponto de tributação de transações financeiras, uma espécie de CPMF ampliada, também defendida pelo grupo de empresários próximos ao presidente Bolsonaro. 

Esse novo imposto seria chamado de CP (Contribuição Previdenciária), e seria utilizado para equilibrar a arrecadação com a contrapartida de redução da contribuição patronal para o INSS. Esse embate já vem se manifestando com o presidente da câmara, Rodrigo Maia, ao declarar que a CPMF não será retomada, o que foi endossado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Outro ponto foi a MP da Liberdade Econômica aprovada ontem (13) em plenário com 345 votos a favor. Esse esforço representa potencialmente um meio de destravar o ambiente de negócios no Brasil, com medidas como o fim de autorização prévia para a abertura de empresas de baixo risco e de restrições para horário de funcionamento de empresas.

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