Notícias Econômicas da Semana: 26, agosto de 2019

por Gabriel Santos Viana
26 de Agosto de 2019, 16:28 h | por Gabriel Santos Viana
Atualidades
Amazônia, acordo comercial UE e Mercosul, Guerra Comercial China e EUA, Plano de Privatização das Estatais no Brasil e Reforma Tributária. Um panorama completo das principais notícias econômicas do Brasil e do mundo. Venha se atualizar com a Rio Claro!

Durante as duas últimas semanas, os mercados internacionais começaram, de fato, a precificar uma recessão mundial. Isso ocorre devido a dois principais fatores: inversão da curva de juros e escalada do trade war. 

Pela primeira vez, após a crise de 2008, ocorreu a inversão da curva de juros nos EUA. Na teoria econômica é esperado que a taxa de juros seja crescente com o tempo. Ou seja, espera-se que um juro de dez anos seja maior do que um juro de dois anos, por exemplo. 

Hoje, a taxa de juros de dois anos do Tesouro Americano está maior do que a de dez anos, um fenômeno atípico. Isso significa que investidores esperam um menor crescimento americano em um cenário futuro, além de comumente ser um precursor de recessões. A Casa Branca buscou minimizar o fenômeno, referindo-se ao baixo spread entre as taxas. 

Já a amenização dos conflitos comerciais entre Washington e Pequim durou pouco. Depois de Trump ter anunciado o adiamento de uma nova elevação nas tarifas sobre produtos chineses (de Setembro para Dezembro), Xi Jinping não mostrou confiança e decidiu retaliar, anunciando novas tarifas sobre US$ 75 bilhões de mercadorias americanas, um acréscimo de 10% sobre as tarifas já existentes. 

Em resposta, Trump  voltou atrás no adiamento da elevação de tarifas, anunciou um outro acréscimo de 5%, passando de 10% para 15% sobre US$300 bilhões, apelou para que empresas americanas cortem laços com a China e transfiram suas instalações para outras localidades. Além disso, criticou o presidente do FED, Jeromy Powell, chamando-o de inimigo e o igualando a Xi Jinping, por não indicar um corte mais agressivo na taxa de juros básica americana. 

Essa tensão repercutiu bem negativamente no mercado, com queda de mais de 2,5% do S&P 500 e de 2,35% da Ibovespa. Porém, na cúpula do G7, ocorrida na França no último sábado (24), Trump amenizou o discurso, dizendo que os chineses procuraram os americanos para retomar as negociações e buscar um acordo comercial.

 

Brasil

No cenário doméstico, houve o anúncio de um plano de venda de estatais com 15 empresas listadas. Destacamos os Correios e a Eletrobras que já tinham seu plano de desestatização elaborado desde a gestão anterior, de Temer. O processo, porém, deve ser lento, uma vez que envolve, em alguns casos como da Eletrobras e dos Correios, a aprovação no Legislativo, tornando bem improvável a efetivação desse plano ainda este ano.

Na reforma tributária, o Ministério da Economia mudou o tom e apoia mais abertamente a proposta do secretário da Receita, Marcos Cintra: a volta de imposto sobre movimentações financeiras de forma a substituir a contribuição patronal da previdência.  

O Ministro Guedes aprova esta proposta que já inclui estudos de um aumento gradual dessa nova tributação para permitir maior desoneração da folha de pagamento. Isso deve criar uma nova frente de embate em torno da Reforma entre a Câmara e o Planalto, uma vez que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já se manifestou contra a proposta.

A grande notícia da semana, contudo, foi a repercussão sobre as queimadas na Amazônia. Com registros comprovados pela NASA e pelo INPE, um aumento no índice de desmatamento da Amazônia está relacionado com o aumento de 83% nos índices de foco de incêndio na floresta, comparado ao ano passado. 

As imagens de queimadas repercutiram mundialmente, sendo compartilhadas inclusive por outros líderes mundiais, dentre eles o presidente francês Emmanuel Macron. Macron capitaneou a pauta na cúpula do G7, alertando sobre a importância da floresta para o mundo e a necessidade de os países colaborarem com o Brasil. Essas afirmações também foram defendidas pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, com aprovação do auxílio de US$20 milhões pelo bloco.

Porém, ele também buscou liderar uma ofensiva contra o acordo comercial entre UE e Mercosul, provocando reações mais controversas. De um lado, chefes de estado francês e irlandês e o presidente do Conselho Europeu declaram que a situação ambiental torna inviável a aprovação do acordo. Do outro, Merkel e Johnson reforçam a importância do acordo para a troca de informações e arrecadação de recursos, por exemplo. Os próximos dias devem ajudar a dar um melhor panorama dessa polêmica.

Assim, acompanha-se bastante o desenrolar dos conflitos entre EUA e China; e a animosidade entre Brasil e França e sua possível repercussão no tratado UE-Mercosul.

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