Notícias Econômicas da Semana: 7 junho 2019

por Gabriel Santos Viana
07 de Junho de 2019, 19:09 h | por Gabriel Santos Viana
Atualidades
Veja as principais notícias dessa semana, com análise dos especialistas de investimentos de como elas impactam o mercado econômico. Se atualize com a Rio Claro.

Os EUA iniciaram na última semana uma nova frente de disputa tarifária, agora com o México. Procurando pressionar o país vizinho nas questões migratórias, o presidente Trump anunciou na última quinta (30) tarifas em todos os importados vindos do México, que iriam começar em 5% e chegariam até 25% em outubro. 

O mercado não reagiu bem à notícia, com empresas do setor automotivo como GM e Ford em baixa, por importarem muitas peças de montagem do país latino. 

Além disso, devido à recente promulgação do presidente Trump que proíbe negócios de grupos americanos com empresas classificadas como possíveis ameaças para a segurança do país, o Facebook anunciou hoje que não permitirá a pré instalação de aplicativos do grupo (Facebook, Instagram e WhatsApp) nos celulares Huawei. 

Isso ocorre em decorrência da escalada da disputa entre EUA e China e em meio a um momento de ceticismo global, com perspectiva de desaceleração da economia mundial. 

Hoje (7) foi anunciado um crescimento de empregos abaixo do esperado nos EUA em maio e com o adiamento pelo Banco Central Europeu na alta de juros, devido às incertezas da trade war entre EUA e China e a questão do Brexit.

Depois de cair para o seu menor valor nos últimos seis meses na quarta (dia 5), cotado a US$51,01 o barril de petróleo teve forte alta em resposta a uma expectativa de que a Opep e outros produtores mantenham a redução de produção por mais tempo. 

O presidente Bolsonaro se reuniu com o presidente argentino Macri nesta semana. No encontro foi anunciado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia sairia entre três a quatro semanas, o que foi endossado por Macri. 

A UE adota uma postura mais cautelosa, com sua comissária de comércio. Cecilia Malmström- apesar de reconhecer os progressos para a aprovação do acordo - ressalta algumas dificuldades nas tratativas, especialmente nas discussões sobre tarifas no setor da agricultura. 

Entretanto, a grande manchete desse encontro foi o anúncio de um estudo para a criação de uma moeda única para Brasil e Argentina, o peso real. 

Essa proposta foi levantada pelo lado argentino e o governo teria acolhido bem a ideia. No entanto, o Bacen anunciou em seguida que não há planos para essa união monetária. O presidente brasileiro elogiou a proposta, mas adotou uma postura mais amenizadora após críticas do presidente da câmara, Rodrigo Maia, à proposta.

Nessa última quinta (6), o STF decidiu por liberar a venda de subsidiárias de estatais sem aval do Legislativo, o que concede uma maior autonomia da equipe econômica e contribui para sua agenda desestatizante. O resultado da votação do plenário transmite um outro sinal ao mercado e foi bem recebido, especialmente considerando que há duas semanas o ministro Fachin suspendeu em decisão liminar a venda de uma subsidiária da Petrobras.

Entretanto, as relações entre Planalto e Congresso continuam tensas. Apesar da boa notícia da aprovação da nova MP do saneamento no senado, a semana foi marcada por um embate em torno da inclusão dos estados e municípios na reforma da previdência. 

Por um lado, líderes congressistas anunciam que a inclusão dos estados e municípios inviabilizaria a sua aprovação, levando o presidente da câmara a discutir a ideia de aprovação via LDO nos estados. 

Por outro, os governadores passaram a atuar mais ativamente para essa inclusão, com 25 dos 27 governadores assinando um manifesto a favor da manutenção dos estados e municípios na reforma. Também houve a aprovação na quarta (5) da PEC que torna obrigatória a execução das emendas coletivas, engessando ainda mais o poder do Executivo sobre o Orçamento da União, em contramão do defendido pelo governo. 

O presidente admitiu em entrevista veiculada no SBT que ainda não conta com os votos necessários para a aprovação da PEC, trazendo apreensão, dada a urgência das contas públicas e a perspectiva de baixo crescimento nacional. Um novo corte na projeção do Bradesco para o PIB nacional, agora em 0,8%. 

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