Prefixado ou Pós-fixado? Qual é mais arriscado?

por Gabrihel Beigelman
25 de Junho de 2019, 10:12 h | por Gabrihel Beigelman
Planejamento Financeiro
Tesouro direto e títulos privados de baixo risco de crédito são boas opções para o investidor que está buscando segurança. Para entender qual risco você está correndo em cada um dos tipos de ativos, prefixado e pós-fixado, confira o post!

O risco desconhecido!

Todo investimento possui um risco, pode ser alto ou baixo, porém sempre haverá algum tipo de risco. 

Saber qual o risco de cada investimento é extremamente importante. Agora, qual é o risco de um título de renda fixa prefixado e um pós-fixado? Qual é o mais arriscado? Para compreender isso, é preciso entender como cada um funciona.

Um título de renda fixa é uma forma de você emprestar dinheiro para o governo ou para alguma empresa, onde a outra parte tem a obrigação de te pagar o valor emprestado mais uma taxa de juros por esse empréstimo em uma data futura.

Essa taxa de juros pode ser prefixado, pós-fixada ou híbrida ( 3% a.a. + IPCA).

1. Pós-fixado: é um título que sua rentabilidade está atrelada a algum indicador econômico, por exemplo, o CDI, IPCA ou IGP-M. Se o indicador subir, a rentabilidade do investimento também vai subir e se o indicador cair, a rentabilidade do investimento vai cair. Um ponto muito importante é que o valor aplicado inicialmente não cairá e nem subirá, apenas a rentabilidade que se altera.

Exemplo: Apliquei R$ 1.000,00 em um CDB rendendo 100% do CDI. Se o CDI estiver a 7% a.a., você vai receber esses 7% a.a. em cima dos R$ 1.000,00 e caso caia para 6% a.a., você irá receber essa rentabilidade em cima dos R$ 1.000,00 aplicados.

2. Prefixado: É um título em que a rentabilidade é fixada no momento em que o título é lançado no mercado. Por exemplo, um título público em que a sua rentabilidade é fixada em 10% a.a. O título vai pagar essa rentabilidade com base no valor do investimento, independente do que estiver acontecendo na economia. Se a taxa básica de juros subir para 20% a.a. ou cair para 3% a.a, o título vai continuar pagando os mesmos 10% a.a.

Então qual é o risco dos dois tipos de ativos de renda fixa? O risco está na oscilação do preço do ativo e não na rentabilidade. O preço de um ativo pós-fixado oscila muito pouco se for necessário vender. 

Agora o título prefixado tem uma oscilação muito grande dependendo da taxa de juros aplicada no Brasil. 

Exemplo: Você comprou um ativo de renda fixa por R$ 620,92 a uma taxa de 10% a.a. com vencimento para 5 anos. Esses R$ 620,00 vão virar R$ 1.000,00 durante esses 5 anos. Caso a taxa de juros suba de 10% a.a. para 20% a.a. e você queira vender esse ativo, o comprador só aceitará se a rentabilidade seja vantajosa para ele, ou seja, no mínimo equivalente. 

O mesmo título precisa se desvalorizar para R$ 401,88 para chegar aos R$ 1.000,00 nos mesmos 5 anos. Neste caso você pode perder dinheiro com um título prefixado, como o inverso também pode acontecer. 

Resumido, o risco de um título prefixado é maior que um título pós-fixado.

 

 

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