Previdência Privada: Entenda de uma vez por todas!

por Pedro Jobim
09 de Julho de 2019, 16:33 h | por Pedro Jobim
InvestimentoPlanejamento Financeiro
"Como conquistar minha independência financeira? Qual Regime devo escolher? Tabela progressiva ou Regressiva?" Essa decisões podem ser as mais importantes de todo planejamento financeiro. Quanto antes você começar a planejar sua aposentadoria mais tranquila será a jornada.

Existe um objetivo que deve estar presente em todo planejamento financeiro, a independência financeira. Desfrutar de um futuro sem preocupações com o trabalho e as finanças traz muita tranquilidade. 

Uma aposentadoria é como uma maratona na qual todos precisam percorrer. Você consegue realizá-la com tranquilidade quanto mais tempo você estiver, e pode se tornar quase impossível se começar muito tarde. 

Poupar para independência financeira deve ser algo constante, feito sempre em ativos separados de todo os outros. Uma dica é fazer uma programação automática a longo prazo. Com o tempo vai se tornando seu maior patrimônio e melhor investimento. 

O primeiro passo para começar a planejar sua aposentadoria é decidir quando quer aposentar e quanto de renda passiva deseja ter. Enquanto você está começando, provavelmente estará focado em projetos de curto e médio prazo, como comprar um carro, viajar ou comprar um imóvel. No entanto, é essencial que esteja sempre separando uma parte do seu dinheiro para sua independência financeira. O pouco hoje se transforma em fortunas no futuro. Comece a se planejar a longo prazo, com disciplina e paciência você vai conquistar sua independência financeira com calma.

No início será uma parte pequena do seu patrimônio. Com o passar dos anos irá se tornar seu maior bem, logo precisa ser muito bem cuidado e com uma boa e diversificada carteira de investimentos você irá ter seu maior retorno.

Se aposentar sem depender de terceiros e do governo é cada vez mais necessário. Por isso, primeiramente vamos entender como funciona previdência privada.

Como funciona Previdência Privada?

Quando escutamos os termos aposentadoria e previdência, automaticamente remetemos à conta mensal descontada de nossos salários para o INSS ou outros órgãos de regimes especiais de aposentadoria (servidores públicos, militares). Naturalmente, a tendência é pensar na previdência privada como similar, porém, não é bem assim. 

A previdência privada é simplesmente um fundo de investimento com características específicas, especialmente nos formatos tributários. Assim como se investe em fundos de renda fixa ou multimercado, se investe em fundos de previdência privada, com uma ampla gama de estratégias e opções. 

Existem fundos diversos de previdência privada, alguns muito bons e outros horríveis. Alguns focam em ativos conservadores, como títulos públicos atrelados à SELIC, e outros fundos de característica mais arrojada, como fundos de multimercado. 

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Para investir em previdência é necessário conhecer o seu perfil profundamente. Para assim realizar importantes decisões como qual o melhor regime e o modelo para você. O fundo de previdência pode ser PGBL, VGBL progressivo ou regressivo. Cada situação exige um modelo específico.  Vamos entender cada um desses pontos.

PGBL e VGBL

Ao aplicar previdência privada, existem duas modalidades dela, que diferem quanto à tributação dos rendimentos e à diferimento fiscal. PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

 

Combinação dos dois modelos

Existe também a possibilidade de fazer a combinação dos dois modelos. Aqueles que planejam contribuir com mais de 12% da sua renda bruta anual em previdência complementar aberta é recomendável a contratação de um plano PGBL para se beneficiar de dedução de IR e também de um VGBL para os recursos que excederem esse limite de benefício fiscal. 

Desta forma, é possível utilizar o benefício fiscal do PGBL, até o limite dos 12% e complementar a contribuição com um VGBL.

Tabela Progressiva versus Regressiva

Além do escolher a modalidade PGBL e VGBL, é importante entender que, em qualquer das opções, haverá o recolhimento de Imposto de Renda na Fonte no momento do pagamento do benefício ou do resgate. Por isso, é essencial que já no momento da inscrição, o participante tenha em mente qual o seu objetivo final: por quanto tempo assumirá o investimento e qual valor pretende acumular ao longo dos anos. 

A tabela progressiva é aquela mesma utilizada na tributação mensal dos salários, crescente segundo o valor do benefício mensal ou do capital resgatado (no caso do PGBL) ou de acordo com os rendimentos (VGBL). Na tabela progressiva, no caso de resgate, será cobrado IR antecipado na fonte com alíquota fixa de 15%. A diferença (maior ou menor) será ajustada na declaração anual do ano seguinte se somando a sua renda tributável naquele ano.

Confira a tabela atual relativa à tributação progressiva vigente (2018).

Já a tabela regressiva trata-se de uma tabela exclusiva para essa aplicação (não é a mesma tabela regressiva usada para fundos de investimento). Ela começa com tributação de 35% (até 2 anos de aplicação), caindo 5% a cada 2 anos até chegar em 10% (acima de 10 anos).

O cálculo da alíquota regressiva é feito de acordo com a tabela abaixo:

 

Quando usar cada tabela?

Progressiva: Apenas para contribuições muito pequenas e para quem possui pouca ou nenhuma renda tributável. Garantindo que você fique nas faixas de isenção ou 7,5%.

Regressiva: Em todos os outros casos use a tributação regressiva. Que vai te gerar, no longo prazo, um imposto de 10%, menor do que a maioria dos investimentos.

É muito importante compreender o cenário de previdência e as opções do mercado. Porém, existem muitas variáveis e as decisões devem ser feito com bastante cautela. Recomendamos que encontre um profissional ou empresa independente certificado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para te aconselhar nessa jornada. A estratégia para atingir a sua independência financeira é a decisão mais importante de todo planejamento financeiro.

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